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Publicada em : 18/05/2012
Fonte : Portal da Classe Contábil
SÃO PAULO - Os juros mais baixos do financiamento imobiliário devem atrair o consumidor para o 8º Feirão da Casa Própria da Caixa, que começa nesta sexta, 18, e dura todo o fim de semana. Segundo o banco, um número recorde de imóveis será oferecido no evento - 217,5 mil unidades. Destes, 193 mil são imóveis usados e 24,5 mil de imóveis novos ou ainda na planta. No ano passado, o número chegou a 195 mil.
O consumidor não é obrigado a fechar o negócio durante o evento, embora a oferta seja um dos atrativos. No estande da Caixa, é possível analisar quanto será possível financiar, os juros e o prazo, e a partir disso gerar uma carta de crédito.
Os imóveis da edição 2012 do Feirão já serão negociados com as taxas menores surgidas do movimento de redução dos juros iniciado pelos bancos públicos no dia 4 de maio. Para imóveis com valor até R$ 500 mil enquadrados nas regras do Sistema Financeiro da Habitação (SFH), por exemplo, a taxa de juros foi reduzida de 10% para 9% ao ano mais TR. Para clientes da Caixa, essa taxa cai para 8,4% ao ano mais TR. Para correntistas que mantêm conta salário na Caixa, a taxa é ainda menor: 7,9% ao ano mais TR.
Para imóveis fora do SFH, com valor acima de R$ 500 mil, a taxa de juros caiu de 11% para 10% ao ano mais TR. Clientes da instituição pagam 9,2%. E quem possui conta salário na Caixa dispõem de uma taxa de 9%.
Para os imóveis enquadrados no Minha Casa, Minha Vida, com valor máximo de R$ 170 mil, a taxa de juros varia de acordo com a renda familiar. Para famílias que recebem de R$ 465 a R$ 2.325 mensais, a taxa de juros é de 5% ao ano mais TR. Para renda de R$ 2.325 a R$ 3.100, os juros são de 6%. Para renda de R$ 3.100 a R$ 5.000, os juros caem para 8,16% - ou 7,9% se esse cliente tiver conta salário na Caixa.
O servidor público estadual terá vantagens adicionais no Feirão. Se o interesse for por um imóvel inscrito no Minha Casa, Minha Vida, ele terá, além do subsídio do programa federal, R$ 33 mil de subsídio bancado pelo governo paulista.
Vão participar do Feirão 95 construtoras, 137 imobiliárias e cerca de 100 corretores. Só a Caixa vai contar com 565 funcionários e as empresas parceiras vão ter cerca de 1 mil funcionários trabalhando no evento.
Publicada em : 18/05/2012
Fonte : Estadão
SÃO PAULO - O endividamento é um dos principais problemas que tiram o sono de muitos consumidores que desejam voltar a ter crédito no mercado. Só nos quatro primeiros meses de 2012, a inadimplência no Brasil cresceu 19,6% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo pesquisa do Serasa Experian.
Muitos consumidores não sabem como perderam o controle de suas dívidas e, muito menos, como retomar a sua saúde financeira. Para ajudar esses consumidores, o livro Livre-se das Dívidas, do educador financeiro, Reinaldo Rodrigues, da editora DSOP, mostra como resolver o problema da inadimplência.
Confira as 15 dicas que podem te ajudar sair da inadimplência
1. Antes de sair negociando é preciso ter pleno domínio do seu dinheiro, fazer um diagnóstico financeiro, registrando o que se ganha, o que se gasta, conhecer seu verdadeiro eu financeiro
2. Faça um apontamento de despesas diárias por tipo de despesas pelos próximos 30 dias é o caminho para que fique tudo mais claro, somente assim poderá cortar gastos e reduzir excessos.
3. Muitas vezes é importante dizer ?devo, não nego, pago, como e quando puder? nunca se deve procurar um credor (pessoa para quem você deve) antes de ter domínio completo de seu dinheiro.
4. É preciso ter muita calma quando se está inadimplente, estar endividado nem sempre é um problema, o problema é quando não se consegue pagar este compromisso.
5. A portabilidade é uma das ferramentas para reduzir o endividamento, procure por linhas de créditos mais baixa, mas é importante frisar que isso não resolve a causa do problema.
6. No planejamento para pagar as dívidas priorize as que têm os juros mais altos, geralmente as de cartão de crédito e cheque especial.
7. Na hora de negociar, se for parcelar as dívidas, tenha certeza que as mesmas cabem em seu orçamento.
8. Saiba que para pagas às dívidas atrasadas terá que repensar seu padrão de vida, pois, se já se endividou com o que ganha, isso reduzirá nos próximos meses com as parcelas.
9. Não existe uma porcentagem exata de quanto terá que direcionar para pagar as dívidas, isso dependerá do diagnóstico financeiro feito previamente.
10. Estabeleça uma estratégia para sair do endividamento, conhecendo detalhadamente os credores, valores, taxas de juros.
11. Dois fatores levam ao endividamento são eles: o crédito fácil, conjugado com a competente propaganda, por isso cuidado para não comprar o que não sonhava, com o dinheiro que você não tem, para impressionar, muitas vezes, até mesmo quem você não conhece.
12. As facilidades de créditos, como limite de cheque especial, cartão de crédito, crediários tem sido verdadeiros vilões nesta cirando do endividamento e inadimplência.
13. Não ?emprestar? seu nome para que parentes e amigos façam dívidas. Se eles não podem usar o próprio nome é porque provavelmente já estão com problemas de endividamento.
14. Procure guardar dinheiro para comprar a vista e com algum desconto, o sonho da independência financeira passa por respeito ao dinheiro, entender que dinheiro é meio e não fim.
15. Quem compra a prazo, paga juros, quem paga juros paga mais caro e tem dividas, quem tem dívidas realiza menos sonhos.
Publicada em : 18/05/2012
Fonte : Infomoney
SÃO PAULO - O IPO (Initial Public Offering) do Facebook gerou uma euforia no mercado, com cada vez mais investidores querendo abocanhar um pedaço da rede social, que supera valor de mercado de US$ 100 bilhões. A forte demanda inflou os preços dos papéis, que foram elevados para US$ 38, captando US$ 16 bilhões em recursos para a empresa e os seus acionistas que estão vendendo a ação.
Boa parte do preço estimado para as ações está mais na expectativa do mercado com a possível receita da empresa no futuro do que nos atuais números, embora o balanço da companhia pareça sólido, comentou o analista Pedro Paulo Silveira, da TOV Corretora. O temor comum com empresas do setor de tecnologia é sua capacidade em gerar recursos, mas o Facebook parece ser uma empresa bem colocada, reforçou.
O Facebook já identificou duas áreas principais para aumento de receita: em tablets e aparelhos celulares. No primeiro trimestre, a receita da companhia subiu de US$ 731 milhões para US$ 1,058 bilhão, enquanto o lucro recuou de US$ 233 milhões nos primeiros três meses de 2011 para US$ 205 milhões neste período.
Além de mirar serviços que a companhia pode lançar, o mercado está de olho na diversificação de produtos que este tipo de empresa tem a possibilidade de colocar a disposição do público, disse Luis Gustavo Pereira, estrategista da Futura Corretora. O que surpreende é que o IPO ocorra nesta época do ano com o mercado instável - lembrando que os principais índices acionários dos EUA, o Dow Jones e o S&P 500, acumulam cinco pregões consecutivos de quedas -, apontou Silveira.
O analista sinaliza, contudo, que os investidores estão confiantes na força da empresa, com uma perspectiva otimista com a geração de caixa através de publicidade nos próximos anos. No mais, alguns pesos pesados também contribuem para a grande euforia, tendo em vista que Steve Wozniak - co-fundador da Apple - revelou publicamente que vai comprar fatia da rede social, não poupando elogios a seu fundador Mark Zuckerberg, avaliou.
Super valorização não deve gerar nova bolha
Embora o preço dos papéis estejam muito elevados, Silveira descarta a ideia de uma nova bolha das companhias pontocom, tomando como exemplo a de 2000. "Em tese não há nada que indique que o mercado esteja distorcendo o valor. O que me deixa tranquilo é que as empresas que abriram capital nesse ramo recentemente se deram bem, tirando como exemplo o Google", complementou.
Na época da bolha da internet, boa parte das empresas ainda não estavam faturando quando abriraram capital. "Os múltiplos que você tinha naquela época eram absolutamente incoerentes, tinham empresas que estavam só no papel e eram vendidas por bilhães", ressaltou Silveira.
IPO do Facebook ultrapassa Google
A oferta concede à empresa, que foi fundada há oito anos num dormitório da Universidade de Harvard, uma avaliação próxima à da Amazon e superior às da HP e da Dell, somadas. Com cerca de 900 milhões de usuários, o público já demonstra afinidade com a companhia, o que eleva ainda mais a agitação em torno da oferta, que poderia levantar valor próximo a US$ 18,4 bilhões, caso seja exercido um lote adicional de ações, fazendo do IPO o segundo maior de toda a história dos Estados Unidos, atrás apenas da Visa.
O Facebook estreia na bolsa de valores norte-americana Nasdaq com captação inicial superior as outras gigantes da internet, como o Google, Zynga e Groupon, que angariaram montantes próximos a US$ 1,67 bilhão, US$ 1 bilhão e US$ 700 milhões, respectivamente. Para Pereira, o setor de tecnologia está "supervalorizado", diante das fortes performances das empresas e as expectativas de expansão, tendo em vista a enxurrada de IPOs bem-sucedidos.
Publicada em : 18/05/2012
Fonte : Infomoney
SÃO PAULO ? A maior parte dos brasileiros acredita que o momento econômico atual é propício para o consumo de bens duráveis, segundo revela o IEF (Índice de Expectativas das Famílias), divulgado na última quarta-feira (16) pelo IPEA(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).
De acordo com o levantamento, em abril deste ano, 60,3% dos entrevistados disseram que este é um bom momento para o consumo desse tipo de bem, contra 36,1% que discordam e acham que o momento não é propício para isso.
Regiões
Na análise por regiões, o Sudeste lidera, com o maior número de pessoas que acreditam estar em um bom momento para aquisição deste tipo de produto (69,8%), seguido por Centro-Oeste (64,6%), Nordeste (62,5%), Sul (40,7%) e Norte (34,3%).
Já quando se trata dos que pensam que o momento atual não favorece a compra de bens duráveis, o Norte lidera, com 63,3% das citações. Em seguida, vêm as regiões Sul, com 56,9%, Nordeste (35%), Sudeste (26,2%) e Centro-Oeste (26%).
Publicada em : 17/05/2012
Fonte : Infomoney
As empresas que vendem serviços de Tecnologia da Informação (TI) e Comunicação (TIC) no mercado externo não podem reduzir a alíquota da contribuição previdenciária durante a vigência do regime substitutivo de tributação do setor, que vale até 2014. A interpretação é da Superintendência da Receita Federal da 6ª Região Fiscal (Minas Gerais), e está prevista na Solução de Consulta nº48, publicada nesta terça-feira.
As empresas de TI e TIC que prestam serviços no exterior contam com um benefício previsto no artigo 14 da Lei nº 11.774, de 2008, que dava a possibilidade de reduzir a alíquota de 20% da contribuição incidente sobre a folha de salários.
Entretanto, em dezembro, entrou em vigor outro benefício instituído pelo governo. Pela Lei nº 12.546, de 2011, a contribuição ao INSS passou a ser calculada pela alíquota de 2,5% sobre a receita bruta gerada pelos serviços de TI e TIC.
De acordo com o Fisco em Minas Gerais, até mesmo as companhias que não realizam exclusivamente atividades de TI também não poderão usufruir do benefício antigo, ou seja, reduzir a alíquota de 20%.
Advogados discordam da interpretação da Receita. Para Gláucia Vieira Coelho Martins, do escritório Siqueira Castro Advogados, a lei que prevê a redução não foi revogada e, por isso, continuaria valendo. ?A revogação não é tácita?, diz.
Para o tributarista Leonardo Mazzillo, do escritório WFaria Advocacia, a interpretação é correta. Isso porque, diz, a Constituição Federal veda a cobrança de contribuição previdenciária sobre o faturamento decorrente de exportação. ?As receitas com o mercado externo já são imunes à contribuição, por isso o benefício não se aplica durante o regime substitutivo?, afirma.
Publicada em : 17/05/2012
Fonte : Valor Econômico
SÃO PAULO - Consumidores do Estado de São Paulo "esqueceram" nas contas da Secretaria da Fazenda pouco mais de R$ 3,1 bilhões. Trata-se da diferença entre os R$ 5,7 bilhões distribuídos pela Nota Fiscal Paulista desde janeiro de 2008 e os R$ 2,6 bilhões efetivamente resgatados até março deste ano.
Criado em outubro de 2007, o Cupom Fiscal Paulista devolve ao consumidor, de forma proporcional ao valor da compra, 30% do ICMS efetivamente recolhido do estabelecimento. De acordo com Valdir Saviolli, coordenador do programa, o objetivo é tornar um hábito o pedido do documento fiscal, o que contribui para a redução da sonegação.
Desde a implementação, 13,2 milhões de consumidores já se cadastraram no sistema. Vale ressaltar que, mesmo antes de realizar o cadastro, o consumidor já tem acesso à parcela proporcional do ICMS. O valor fica acumulado em seu nome nos registros da Secretaria da Fazenda. "Se pediu para incluir o CPF no cupom fiscal, o consumidor já pode ter créditos", reforça Saviolli.
O cadastro é necessário, contudo, para resgatar os créditos disponíveis no sistema. O primeiro passo é acessar o site, na sessão "Cadastre-se". A partir daí, com os dados do registro - CPF e senha - o consumidor deve acessar sua página pessoal, onde poderá verificar os créditos disponíveis. O cálculo dos créditos leva de três a quatro meses a partir da data de emissão. O crédito acumulado pode ser utilizado a partir do momento em que totalizar R$ 25,00.
O usuário tem, então, três opções. A primeira é solicitar transferência do valor para uma conta corrente de sua titularidade. Saviolli ressalta que não é permitido realizar transferências para terceiros.
A segunda é a transferência para uma conta poupança, fazendo valer as mesmas regras da opção anterior. Ambas as operações devem ser feitas por meio do site do programa, fornecendo as informações referentes à conta na qual o dinheiro deve ser depositado.
O usuário pode, ainda, dentro de um prazo de cinco anos, usar o crédito acumulado para pagar parte ou a totalidade do IPVA de um veículo licenciado em seu nome. Este procedimento, no entanto, fica disponível apenas nos meses de outubro.
Publicada em : 17/05/2012
Fonte : Estadão
BRASÍLIA - Sabendo que o PIB do primeiro trimestre ficou abaixo do esperado, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, convocou dirigentes da indústria, do varejo e da construção civil nesta quarta-feira em Brasília para transmitir uma mensagem de confiança e pedir que os empresários continuem a investir.
No Ministério da Fazenda, informações de bastidores dão conta de que o primeiro trimestre registrará crescimento menor em relação ao quarto trimestre de 2011, e inferior ao esperado pela presidente Dilma Rousseff.
"O governo espera um pequeno crescimento em relação ao quarto trimestre", disse uma fonte ligada à equipe econômica do governo.
No ano passado, o último trimestre registrou avanço de 0,3% na comparação com o período de três meses imediatamente anterior, que, por sua vez, não avançou. A Reuters mostrou no início desta semana que a expectativa de expansão da atividade neste ano é de 3,2%.
"O desempenho no primeiro trimestre vai ser fraco, menor do que queríamos", afirmou, por sua vez, um outro técnico da área econômica. Segundo ele, ao término de 2012, a economia deverá estar rodando a uma taxa anualizada de 4,5%.
O governo manifesta preocupação porque as medidas adotadas para incentivar o nível de atividade -redução da taxa Selic, desoneração, incentivo ao crédito e ao investimento- ainda não começaram a surtir efeito. Nessa situação de economia ainda em ritmo fraco, o agravamento da crise externa é um fator a mais para limitar o crescimento.
Mantega procurou transmitir mensagem de confiança aos empresários dizendo que o governo possui instrumentos para aquecer a economia. "O ministro nos disse que está atento e que tem bala na agulha e que pode intervir e tomar as medidas necessárias", informou Humberto Barbato, presidente da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee).
"O ministro nos perguntou se tínhamos planejamento de investir", comentou, por sua vez, o presidente da Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletrônicos (Eletros), Lourival Kiçula.
O dirigente, que representa os fabricantes de produtos da linha branca, afirmou que os empresários pretendem pedir que o governo prorrogue a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para refrigeradores, fogões e tanquinhos. Esse benefício vence em 31 de junho próximo.
"O ministro Mantega recomendou que continuemos a investir porque o segundo semestre será melhor que o primeiro", relatou o presidente da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco).
Medidas em estudo
O alto escalão da equipe econômica tem reafirmado que o governo possui instrumentos para garantir o crescimento da economia.
Entre as medidas, pode ser adotada a redução de 2,5% para 2% do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) nas operações de crédito da pessoa física com prazo de um ano ou mais, segundo um técnico da equipe econômica.
O governo também tem à disposição o desconto integral dos investimentos de R$ 45 bilhões do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) deste ano na meta de superávit primário de R$ 139,8 bilhões. Esse desconto está previsto na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).
Caso haja frustração de receita e dificuldade de se fazer economia para o superávit, o governo pode, também, antecipar os dividendos recebidos das estatais federais, como afirmou nesta quarta-feira o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin.
Na parte da desoneração, o governo trabalha para reduzir os custos do setor produtivo com energia elétrica, segundo outra fonte da equipe econômica.
Não estão descartadas ainda outras desonerações, como a manutenção do IPI baixo para linha branca e material de construção, mas isso estará condicionado ao comportamento da receita tributária, ainda de acordo com a última fonte.
Publicada em : 17/05/2012
Fonte : Estadão
